Indicação Geográfica Brasileira (IG)
- Maria Amaral
- 26 de fev.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de mar.
As pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros desde o início do século XX foram essenciais para o desenvolvimento da vitivinicultura brasileira. Todo esse esforço nos permite produzir uvas de qualidade, do Rio Grande do Sul a Pernambuco, de forma sustentável, produtiva e de qualidade.
Por meio de processos de cultivo adaptados ao clima e solo característicos da região de cultivo, valorizando diferentes formas de produção e originalidade dos produtos, a certificação de Indicação Geográfica (IG) tem sido conquistada em diferentes regiões do Brasil.
No Brasil, a IG possui 2 classificações distintas: Indicação de Proveniência (IP) e Denominação de Origem (DO), representando um importante avanço para o desenvolvimento econômico regional, como:
Valorização qualitativa dos produtos comercializados, de forma a preservar suas características e tipicidade, estabelecendo o patrimônio de cada região do país;
Impulsionar investimentos em melhorias tecnológicas no setor vitivinícola e no agronegócio;
Estimular o enoturismo nas regiões, bem como adicionar mecanismos legais contra fraudes e usurpações, e o uso indevido da Indicação Geográfica.
Desde 1990, a EMBRAPA Uva e Vinho, em conjunto com pesquisadores, são pioneira na divulgação, incentivo e apoio técnico-científico aos produtores de vinho quanto à estruturação para obtenção do registro de IG, referendado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI, com base na Lei da Propriedade Industrial Brasileira e demais regulamentações.

Atualmente, além do Vale dos Vinhedos (RS), estão registradas no INPI as seguintes IGs de vinhos:
IP Pinto Bandeira
IP Altos Montes
IP Monte Belo
IP Farroupilha
IP Vales de Uva Goethe
IP Campanha Gaúcha
IP Vinho de Alta Altitude em Santa Catarina (SC)

Em 2022, o Vale do São Francisco conquistou a Indicação de Procedência para vinhos finos e nobres, assim como para espumante natural e moscatel. A produção, envelhecimento e engarrafamento dos vinhos ocorrem dentro da área geográfica delimitada pelo IP Vale do São Francisco (IP VSF).

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